A Câmara Municipal de Salvador aprovou o Projeto de Lei nº 172/2026, que autoriza a concessão de um subsídio orçamentário de R$ 80 milhões ao sistema de transporte público da capital baiana. A matéria foi aprovada pela maioria dos vereadores, com votos contrários da bancada de oposição.
Do valor total, R$ 75 milhões serão destinados à operação dos ônibus convencionais e R$ 5 milhões ao Subsistema de Transporte Especial Complementar (STEC). De acordo com a justificativa do projeto, a medida tem como objetivo garantir a modicidade tarifária, a universalidade e a continuidade do serviço de transporte coletivo, além de minimizar os impactos provocados pelo aumento dos custos operacionais do setor.
Durante a discussão da proposta, o vereador Sidninho defendeu a aprovação do subsídio, mas fez duras críticas à ausência de participação do Governo do Estado no financiamento do sistema de transporte público municipal.
Segundo o parlamentar, enquanto a Prefeitura de Salvador realiza sucessivos aportes para manter a operação dos ônibus e evitar que os custos sejam repassados à população por meio do aumento das tarifas, o Estado não contribui com medidas que possam reduzir os custos do setor.
Sidninho destacou que o transporte público é um serviço essencial para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias que dependem diariamente dos ônibus para se deslocar pela cidade. Para ele, a mobilidade urbana deve ser tratada como uma responsabilidade compartilhada entre os entes públicos.
“O Município segue assumindo sozinho uma conta que beneficia toda a população. É preciso que o Governo do Estado participe desse esforço, adotando medidas que contribuam para reduzir os custos da operação e fortalecer o transporte público de Salvador”, afirmou o vereador.
O parlamentar ressaltou ainda que o subsídio aprovado é uma medida necessária para preservar o equilíbrio econômico-financeiro do sistema, garantir a continuidade dos serviços e evitar impactos diretos aos usuários. No entanto, reforçou que soluções estruturais exigem uma atuação conjunta entre Prefeitura, Estado e demais instituições envolvidas na mobilidade urbana.
Com a aprovação do projeto, os recursos poderão ser utilizados ao longo de 2026 para auxiliar na manutenção do sistema de transporte coletivo da capital baiana, considerado um dos serviços públicos mais utilizados pela população soteropolitana.





